sexta-feira, 13 de maio de 2016

O desmonte dos direitos trabalhistas: o primeiro ato do golpe


Hoje (13/05/2016) o novo ministro da fazenda, Henrique Meirelles, proferiu em seu discurso o seguinte dizer que será reproduzido aqui: “Reforma trabalhista é necessária para aumentar a produtividade da indústria brasileira”. É uma fala sintomática, pois ela mostra a intenção do novo governo, cuja ascensão era “a vontade na nação brasileira”, em tirar dos pobres o pouco que tem e entregar aos ricos. Traduzindo: a reforma trabalhista consiste em tirar direitos dos trabalhadores para atrair investimentos de empresários ávidos pela lucratividade obtida através da exploração do esforço alheio.

Querem nos transformar na China. Alguém já parou para perguntar por que esse país produz praticamente tudo que é industrializado no mundo? Já procurou saber por que tudo lá é mais barato? É simples: o valor que você economiza comprando de lá já foi pago pelo trabalhador chinês com sua vida, seu esforço, sua saúde, seu tempo e sua dignidade. Estamos indo em uma direção parecida. A ordem é restringir e afrouxar direitos do trabalho para que o empresariado não se sinta sobrecarregado e passe a produzir e contratar mais. Querem transformar emprego em subemprego, trabalho em escravidão. Vão apontar uma arma em nossas cabeças para nos obrigar a aceitar tais condições sob a pena de perder nossos empregos.


O futuro, no momento, se mostra obscuro e assustador para nós, integrantes da classe trabalhadora que temos de enriquecer empresários para garantir nossos restos, aquilo que o empresário cogita ceder. Inaceitável! Esse sistema neoliberal de dependência empresarial tem de ser abolido.  Esse sistema que só serve ao grande capital, que tira dos trabalhadores para dar aos patrões deve ser rejeitado! Enriquecer os mais ricos para garantir migalhas aos pobres é uma política podre e indigna! Não é possível que tenhamos de viver sob o constante e inabalável poderio do capitalismo neoliberal apoiado pela mídia e pelos setores mais conservadores e retrógrados da sociedade! É hora de buscar uma nova forma de gerenciar o mundo e a economia. É preciso apostar em um modo de pensar mais humano que busque a justiça em detrimento do enriquecimento ilícito.