terça-feira, 8 de setembro de 2015

O atual massacre dos povos indígenas

A expansão do agronegócio é o principal inimigo dos indígenas
na atualidade.*

Há 500 anos, desde que os portugueses começaram a povoar nosso território, temos assistido a um espetáculo de massacre e genocídio. Trata-se da tragédia dos povos indígenas destituídos de suas terras, onde viveram por gerações. Os índios tiveram sua cultura renegada, sua religião ignorada e sua história esquecida. Em nome da cruz (trazida pelos jesuítas catequizadores) e da espada (representada pela guerra, enfrentada contra os colonizadores). eles foram escravizados, expropriados e exterminados em nome do progresso e da civilização trazidos pelo homem branco.

Quando os portugueses começaram a ocupar a região litorânea do país muitas tribos migraram do interior para fugir do terror trazido pelo "império da morte". Achavam que ali estariam seguros, mas se enganaram. Nossos heróis, os bandeirantes, os alcançaram. Fizeram deles caça, uma presa a ser posta em cativeiro para ser vendida nos mercados de escravos do litoral. Em nome do desenvolvimento, destruiu-se famílias, culturas inteiras e histórias que ficaram para sempre perdidas.

Hoje esse povo tenta resistir bravamente. É uma batalha muito dura contra a modernidade, o progresso e, ainda nesse século, a guerra. Eles são vítimas agora da chamada "expansão da fronteira agrícola". Em defesa do desenvolvimento e do crescimento econômico, o governo brasileiro vem incentivando a ocupação de áreas que até a década de 1940 se constituíam em grandes vazios demográficos. Está em curso a destruição do último reduto onde as culturas indígenas pudessem ser preservadas: o Norte e o Centro Oeste.

Fazendeiros e poderosos do "interior do Brasil", armados e acima da lei expurgam os índios de suas terras que para eles são sagradas, mais do um mero pedaço de chão. É um solo divino que abrigou sua família por gerações. A terra perde seu valor sacro e passa a ter o valor financeiro, estipulado pelo civilizado homem branco.

Os acontecimentos atuais (as invasões e expulsões e terras indígenas) abrem espaço para a reflexão. É tempo de parar pra pensar: afinal que é o civilizado e quem é o selvagem? A minha resposta está na ponta da língua: sempre se defendeu a ideia de que o índio era inferior, alguns nem os consideram humanos. Isso serviu de justificativa para o massacre endossado pelo rei e autorizado pela Igreja Católica. Porém, ao analisar a cultura indígena, uma coisa fica clara. O inferiores somos nós, membros do que os índios chamavam de Império da Morte.

*Imagem disponível em <http://prestesaressurgir.blogspot.com.br/2013/06/massacre-dos-povos-indigenas-tudo-em.html> Acesso em 08. set. 2015.

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